
Cãozinho perdido para o trânsito no RS
Passageiro de carro desceu para retirar o animal de avenida movimentada.Em seguida, ciclista levou o filhote para local seguro em Passo Fundo.
Do G1, em São Paulo
Um cachorro perdido sensibilizou os motoristas da Avenida Brasil, uma das mais movimentadas de Passo Fundo (RS), nesta sexta-feira (12). Ele estava entre os carros, quando o passageiro de um carro desceu para salvá-lo. O cachorro foi colocado no acostamento e logo em seguida um ciclista o colocou dentro do casaco, levando o animal para um lugar seguro (Foto: Jean Pimentel/Zero Hora/Ag. RBS)
O melhor amigo do cãozinho
Pecuarista enfrentou o trânsito de avenida de Passo Fundo para salvar filhote
Contrariando o ditado, um homem se tornou o melhor amigo de um cãozinho perdido em meio a uma avenida movimentada.Opersonagem da cena de um minuto captada pelas lentes do fotógrafo Jean Pimentel e publicada por Zero Hora na edição de sábado (no detalhe) é o pecuarista Mauro Fontana. Para salvar de um atropelamento iminente o filhote desorientado, ele parou o trânsito de Passo Fundo na tarde de sexta-feira.Natural de Santo Ângelo, Fontana, 43 anos, estava de carona com um amigo, o universitário Marcos Cassiano, 37 anos. Os dois estavam em um Corsa. No meio da Avenida Brasil, a mais movimentada do município do norte do Estado, viram a cena. Atordoado, um cãozinho com menos de um palmo de altura e pêlo caramelo tentava atravessar em meio aos carros que passavam. Ele avançava, um carro buzinava, ele recuava, tentava de novo, outro motorista gritava, e estava criada a confusão.Ao ver o bichinho aflito no meio da rua, Fontana, que criava sete cães em casa antes de se mudar para um apartamento, não vacilou.– Pára! Pára este carro! – ordenou ao amigo.O motorista parou o Corsa no meio da avenida, onde outros carros já haviam freado para evitar o atropelamento. Fontana desceu, caminhou até o cachorro, pegou o animal no colo e o levou até a calçada. Sem terem visto o salvamento, motoristas passaram buzinando, reclamando do que julgavam ser uma pessoa atravancando o trânsito.Ninguém apareceu para reclamar a posse do filhote. Já na calçada, Fontana foi abordado por um homem de bicicleta. Depois de ver a cena, perguntou o que ele faria com o cão. Como não pensava em levar o bichinho para Santo Ângelo, entregou o animal ao desconhecido, que prometeu dar o cãozinho aos filhos.Fontana voltou para o carro, já estacionado, e seguiu seu rumo. Para o animal, os 60 segundos valeram a vida. Para Fontana, divorciado e pai de dois filhos – de 24 e 23 anos –, o ato foi uma confissão de amor aos animais.– Fiz a minha parte. Como eu podia deixar um animal daquele tamanho lá para ser morto?
Passageiro de carro desceu para retirar o animal de avenida movimentada.Em seguida, ciclista levou o filhote para local seguro em Passo Fundo.
Do G1, em São Paulo
Um cachorro perdido sensibilizou os motoristas da Avenida Brasil, uma das mais movimentadas de Passo Fundo (RS), nesta sexta-feira (12). Ele estava entre os carros, quando o passageiro de um carro desceu para salvá-lo. O cachorro foi colocado no acostamento e logo em seguida um ciclista o colocou dentro do casaco, levando o animal para um lugar seguro (Foto: Jean Pimentel/Zero Hora/Ag. RBS)
O melhor amigo do cãozinho
Pecuarista enfrentou o trânsito de avenida de Passo Fundo para salvar filhote
Contrariando o ditado, um homem se tornou o melhor amigo de um cãozinho perdido em meio a uma avenida movimentada.Opersonagem da cena de um minuto captada pelas lentes do fotógrafo Jean Pimentel e publicada por Zero Hora na edição de sábado (no detalhe) é o pecuarista Mauro Fontana. Para salvar de um atropelamento iminente o filhote desorientado, ele parou o trânsito de Passo Fundo na tarde de sexta-feira.Natural de Santo Ângelo, Fontana, 43 anos, estava de carona com um amigo, o universitário Marcos Cassiano, 37 anos. Os dois estavam em um Corsa. No meio da Avenida Brasil, a mais movimentada do município do norte do Estado, viram a cena. Atordoado, um cãozinho com menos de um palmo de altura e pêlo caramelo tentava atravessar em meio aos carros que passavam. Ele avançava, um carro buzinava, ele recuava, tentava de novo, outro motorista gritava, e estava criada a confusão.Ao ver o bichinho aflito no meio da rua, Fontana, que criava sete cães em casa antes de se mudar para um apartamento, não vacilou.– Pára! Pára este carro! – ordenou ao amigo.O motorista parou o Corsa no meio da avenida, onde outros carros já haviam freado para evitar o atropelamento. Fontana desceu, caminhou até o cachorro, pegou o animal no colo e o levou até a calçada. Sem terem visto o salvamento, motoristas passaram buzinando, reclamando do que julgavam ser uma pessoa atravancando o trânsito.Ninguém apareceu para reclamar a posse do filhote. Já na calçada, Fontana foi abordado por um homem de bicicleta. Depois de ver a cena, perguntou o que ele faria com o cão. Como não pensava em levar o bichinho para Santo Ângelo, entregou o animal ao desconhecido, que prometeu dar o cãozinho aos filhos.Fontana voltou para o carro, já estacionado, e seguiu seu rumo. Para o animal, os 60 segundos valeram a vida. Para Fontana, divorciado e pai de dois filhos – de 24 e 23 anos –, o ato foi uma confissão de amor aos animais.– Fiz a minha parte. Como eu podia deixar um animal daquele tamanho lá para ser morto?




